Maduro marcha com militares para mostrar apoio das Forças Armadas

Estamos em um combate’, afirmou presidente. Líder chavista quer mostrar controle após tentativa frustrada de levante militar liderada pelo oposicionista Juan Guaidó.

02/05/2019

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, conclamou as Forças Armadas do país a combater “qualquer golpista” depois de uma tentativa fracassada de levante militar liderada pelo líder oposicionista Juan Guaidó.

“Sim, estamos em um combate”, afirmou Maduro em um ato com milhares de soldados, transmitido pela TV. O alto comando militar reiterou, no evento, sua lealdade ao líder.

Ele repetiu o lema “leais sempre, traidores nunca”, e ressaltou que não deve haver medo frente à obrigação de desarmar as conspirações da oposição e dos Estados Unidos.

“Ninguém pode ter medo, é a hora de defender o direto à paz”, disse ele, na cerimônia com 4.500 militares, de acordo com o governo.

“Chegou a hora de combater, chegou a hora de dar um exemplo à história e ao mundo e dizer que na Venezuela há Forças Armadas consequentes, leais, coesas e unidas como nunca antes, derrotando intentonas golpistas de traidores que se vendem aos dólares de Washington”, disse Maduro.

Levante militar não teve grande adesão
O chamado de Maduro chega depois do levante de um grupo reduzido de militares, liderados por Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.

Os rebeldes se posicionaram em uma via expressa de Caracas com o líder da oposição, que pediu para que todas as Forças Armadas aderissem ao levante.

A cúpula militar reafirmou sua adesão a Maduro, e 25 rebeldes pediram asilo na embaixada brasileira.

Outro opositor, Leopoldo López, libertado de sua prisão domiciliar, se refugiou no edifício do corpo diplomático espanhol.

Quatro pessoas morreram nos conflitos nas ruas das cidades venezuelanas desde o começo do levante.

Maduro marcha com militares para mostrar apoio das Forças Armadas

Estados Unidos e Rússia.

Autoridades russas e norte-americanas, que apoiam lados opostos do conflito, trocaram acusações depois da tentativa fracassada de derrubar Maduro.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, criticou o que chamou de influência dos Estados Unidos na crise venezuelana. Pelo telefone, o chanceler russo disse a Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano, que os EUA enfrentarão “graves consequências” se continuarem a dar “passos agressivos” na Venezuela.

O secretário norte-americano afirma que o governo russo trabalha a favor do regime de Nicolás Maduro.

Pompeo disse a uma emissora norte-americana que o chavista estava pronto para deixar a Venezuela rumo à Rússia na terça-feira, o que Moscou e o regime Maduro negam.

A tensão do lado norte-americano aumentou porque Pompeu disse, na quarta-feira (1), que há a possibilidade de Washington recorrer a uma ação militar para destituir Nicolás Maduro “se necessário”.

 

Justiça da Venezuela manda prender Leopoldo López, opositor de Nicolás Maduro

Justiça da Venezuela manda prender Leopoldo López, opositor de Nicolás Maduro

02/05/2019

O Tribunal Supremo da Venezuela revogou nesta quinta-feira (2) a medida de prisão domiciliar de Leopoldo López, um dos principais opositores do regime de Nicolás Maduro. A corte é controlada por juízes leais ao governo chavista.

Após a libertação, López havia participado do levante liderado por Juan Guaidó na terça-feira. Naquela manhã, o autoproclamado presidente interino convocou protestos ao afirmar que havia conquistado o apoio das Forças Armadas – o que foi negado pelos militares de alta patente e pelo regime de Maduro.

López, então, procurou abrigo na embaixada da Espanha em Caracas. A representação espanhola aceitou o pedido do oposicionista, e desde então ele está hospedado no local.

Pelas redes sociais, o Tribunal Supremo publicou que López violou as condições da detenção em casa e deu uma ordem para que ele seja preso. A sentença do oposicionista é de 14 anos de prisão, dos quais cinco foram cumpridos.

A casa de López foi invadida na quarta-feira. A mulher do político oposicionista acusa agentes do serviço de inteligência (Sebin, na sigla local) de terem entrado no local sem autorização.

“Foi o Sebin, o Sebin mau, porque há agentes patriotas que querem a liberdade da Venezuela”, disse Lilian Tintori pouco depois de entrar no imóvel.

caida cabelo

Número de mortos em conflitos na Venezuela sobe para quatro

As mortes dos adolescentes Yoifre Hernández Vásquez, de 14 anos, e Yosner Graterol, de 16, foram confirmadas nesta quarta-feira (2)

Venezuela, em consequência de protestos contra o governo do presidente do país, Nicolás Maduro, subiu para quatro nesta quinta-feira (2), devido o falecimento dos adolescentes Yoifre Hernández Vásquez, de 14 anos, e Yosner Graterol, de 16.

Um parente de Yoifre disse à Agência Efe que o jovem participou das manifestações de quarta-feira no bairro de Altamira, reduto da oposição em Caracas, onde milhares de manifestantes entraram em confronto com as forças de segurança ao tentarem seguir para o oeste da capital. Ferido em circunstâncias não esclarecidas, Yoifre morreu na manhã desta quinta-feira na Clínica Ávila de Caracas.

Yosner morreu após ser ferido à bala em um protesto na cidade de La Victoria, no estado de Aragua, segundo confirmou a ONG Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS).

“Lamentamos a morte do adolescente Yosner Graterol (16). Foi ferido por bala durante manifestação em La Victoria, estado Aragua, no dia 30/05/19. Expressamos a nossa solidariedade a parentes e amigos. Exigimos Justiça”, escreveu a organização no Twitter.

Com essas mortes, sobe para 57 o número de mortos durante os protestos contra o governo de Maduro desde o início do ano, segundo cálculos do OVCS.

Ontem morreu em Caracas a jovem Jurubith Rausseo García, de 27 anos. Na terça-feira passada, dia em que tiveram início as manifestações, faleceu no estado de Aragua o jovem Samuel Enrique Méndez, de 24 anos. Cerca de 200 pessoas também ficaram feridas nas manifestações, entre elas jornalistas.

A Venezuela atravessa um momento de grande tensão política desde janeiro, quando Maduro tomou posse para um novo mandato de seis anos que não foi reconhecido pela oposição e por parte da comunidade internacional. O chefe do Parlamento, Juan Guaidó, proclamou um governo interino que conta com o apoio de mais de 50 países.

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